Sobre o blog

Esse blog foi criado há muito tempo e, durante esse percurso houve muitas modificações quanto à sua finalidade. De todo modo, o maior objetivo hoje é refletir um pouco sobre a vida, a sociedade e o amor. Às vezes em prosa, às vezes em verso. Traduz o que me marca, o que sinto, o que penso ou o que desejo. Sejam bem vindos. Fiquem à vontade.

terça-feira, 12 de junho de 2012



TRANSBORDANDO


Eu me emociono.
Com tudo.
E tem dias que essa emoção é maior.
Ah, pelo menos uma semana por mês, nós, 
mulheres, nos emocionamos com o comercial da TV,
com a porta que bate, com o mau jeito de alguém ... 
estamos sensíveis.


Eu não. Eu sou muito molinha. Mas finjo que não.
Porque senão os lobos me engolem.


Mas não posso ver amor de verdade que eu me
derreto toda. Há momentos em que não consigo fingir.
E escorre uma lágrima ou outra.


Família e amor, que para mim são a mesma coisa, 
me deixam completamente emocionada.


Lembro de algumas situações que me encheram o coração
e me transbordei em lágrimas.


Um filme chamado "In her shoes", com Cameron Diaz.
Uma senhorinha numa casa para idosos. Ela tinha 95 anos e, 
quando eu cheguei para a visita com a minha irmã, ela
cantou para nós. Não teve jeito. Chorei.


Semana passada me derreti toda quando vi a apresentação
de monogrfia de um aluno da faculade, os elogios dos
professores e a mãe dele toda orgulhosa. Não resisti. 
Fui falar com ela, com ele. Emoção de novo.


E hoje me emociono com Dona Canô, Maria Bethânia e Caetano 
cantando. Música e amor também são a mesma coisa. 

quarta-feira, 6 de junho de 2012


Identidade

Eu nunca tinha parado para pensar nas pessoas 
que eu só vejo de farda, sem farda. 
A identidade e a aparência estão intimamente ligadas.
Óbvio, eu diria. Ainda com toda a gentileza e todos os sorrisos,
devemos olhar para a alma das pessoas.

Fim de expediente na universidade e as pessoas,
depois de um dia cansativo e, certamente produtivo,
saem bem arrumadinhas de volta para casa.

Eu não consegui indentificar bem de qual dos
restaurantes elas saíram. Acabei de me dar conta
de que eu conheço soldadinhos de uniforme, 
mas que, ao chegar em casa, espero eu, que tenham uma família,
esposo, filhos, mãe ou outro ente que as recebam
com o carinho que merecem depois de mais esse dia
de contribuição para o mercado capitalista, para
servir o café que eu tanto amo, ao mesmo tempo 
em que vendem simpatia, ou não, mas fazem seu trabalho
direitinho. 

Interrompidos meus minutos de leitura de 
Direito Processual na parte em que se fala da função
de pacificação da sociedade que o processo desempenha.
Bem estar social para todos. Espero eu conseguir contribuir
de fato para evitar, prevenir  os conflitos.

Que essas trabalhadoras tenham seus sonhos realizados
da mesma forma e na medida em que dedicam esforços para
o crescimento da sociedade.