Eu me emociono.
Com tudo.
E tem dias que essa emoção é maior.
Ah, pelo menos uma semana por mês, nós,
mulheres, nos emocionamos com o comercial da TV,
com a porta que bate, com o mau jeito de alguém ...
estamos sensíveis.
Eu não. Eu sou muito molinha. Mas finjo que não.
Porque senão os lobos me engolem.
Mas não posso ver amor de verdade que eu me
derreto toda. Há momentos em que não consigo fingir.
E escorre uma lágrima ou outra.
Família e amor, que para mim são a mesma coisa,
me deixam completamente emocionada.
Lembro de algumas situações que me encheram o coração
e me transbordei em lágrimas.
Um filme chamado "In her shoes", com Cameron Diaz.
Uma senhorinha numa casa para idosos. Ela tinha 95 anos e,
quando eu cheguei para a visita com a minha irmã, ela
cantou para nós. Não teve jeito. Chorei.
Semana passada me derreti toda quando vi a apresentação
de monogrfia de um aluno da faculade, os elogios dos
professores e a mãe dele toda orgulhosa. Não resisti.
Fui falar com ela, com ele. Emoção de novo.
E hoje me emociono com Dona Canô, Maria Bethânia e Caetano
cantando. Música e amor também são a mesma coisa.

