Sobre o blog

Esse blog foi criado há muito tempo e, durante esse percurso houve muitas modificações quanto à sua finalidade. De todo modo, o maior objetivo hoje é refletir um pouco sobre a vida, a sociedade e o amor. Às vezes em prosa, às vezes em verso. Traduz o que me marca, o que sinto, o que penso ou o que desejo. Sejam bem vindos. Fiquem à vontade.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Aniversário Pé de Serra


“And the Oscar goes to ...” paisagem, porque não dizer cenário, a decoração natural e divinal que nos recebeu no aniversário da “Dra.” Aline. (Gostou?)
Maranguape é uma cidadezinha ao lado da nossa tão urbana Fortaleza, um pouco longe daquele plano de fundo do nosso tradicional café, que mesmo no meio do capitalismo (selvagem) deu lugar à criação, porque não escultura de um grupo de amigos e (metidos) filósofos.
Compromisso honrado, batemos à porta da nossa querida amiga ao final de uma linda e muito agradável tarde. Sentimo-nos logo abraçados pela gigante serra, que mesmo em meio a uma suave e serena neblina, deixou-nos em ar de paz, de tranqüilidade, serenidade, mas sempre de muito bom humor.
Encontramo-nos novamente. Agora somos nove, totalmente diferentes, mas ainda misteriosos, sim, por que não? Ainda não nos conhecemos, mas nos amamos. Entre fotografias e sorrisos, podemos ler felicidade, senão nos lábios, somente no olhar.
Damos lugar a tudo. Uma pequena timidez de primeira visita, mas a tal descontração é mais ... “esticada” ... talvez até ... ah, vamos deixar assim e tentar preservar o romantismo do lugar nas palavras. Pois bem, ainda tentávamos ser tímidos, mas aí logo juntamo-nos todos, cumprimentos, abraços ... Dessa vez muitas fotos. Quase tudo registrado. A vontade é de guardar mesmo, porque sabemos e sentimos que é especial.
Bom, mas em meio a personagens falantes, sorridentes e fotógrafos, eis que nos chama a atenção um pequeno ser, meio fora dos padrões, meio fora de tamanho, totalmente fora de elegância, totalmente incomodado, cambaleante, estridente. Salta-nos aos olhos a Drica, uma cadelinha que queria ser um passarinho. Ouve-se uma história de que ela tentava levantar vôo, quando corria velozmente e não percebia que o chão ia acabar. Imagino eu que a pobre cadelinha estatelou-se no chão e acabou com essa imagem que eu tentei descrever, menos romântica, mas não menos do que a descrição que ouvi por lá. Deixemos para lá! Ela ainda vive, com seqüelas, mas vivinha.
A conversa não foi das mais reflexivas, introspectivas, prevaleceram os sorrisos, que mudaram a risadas e chegaram a gargalhadas.
Sim, teve o café, o bolo, o guaraná ... era aniversário!
“Dra.” Aline estava ... aniversariante, muito boa anfitriã, linda, simpática e surpresa com a multidão de nós que chegávamos a sua vida definitivamente (esperamos).
Um pouco de nós mesmos ficamos em cada um. Jurandir quase apedrejado por umas tais anotações em uns tais livros .... Igor surpreende de piada em francês com direito a reprise e tudo. Eu não parei de falar, quase vôo em uma vassoura. Samara manteve a “finess”, mas se marcou em cada rosto, em cada foto, pensava que era a aniversariante. Meu complexo amigo Bruno deu lugar às gargalhadas que o deixavam vermelhíssimo. Teve também o ... Bruno Aboim, um boa pinta, cachinhos dourados com a maior pose de anjo que captura imagens de felicidade, como o Ribamar, que com seu olhar maravilhosamente doce e atento, nos observava a todos.
Finalmente um cidadão com nome e porte de imperador, resolveu tirar uma de fotógrafo. A análise era por todas as lentes. Carlos Magno nos deu a honra de completar nosso querido e amado grupo.
As lembranças são de amigos, sorrisos, abstrações e uma linda e imperiosa serra ao fundo.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Café Terapêutico Especial

"Em todo o tempo ama o amigo, e na angústia (ou nos momentos incertos) nasce o irmão." Pv 17:17

Quem diria que um "pé-de-balcão" ia dar tanto o que falar! Quem diria que uma chuva de todo dia, como as que vemos por aqui ultimamente (no Ceará) regaria uma semente que fez florescer uma amizade tão bela entre pessoas tão diferentes como a que nasceu de um tal "Café Terapêutico" da nossa universidade.

Tenho certeza que não há um café mais harmonioso, sintonizado e com sua pitada de bom humor, às vezes discreto (Jurandir, Samara), às vezes sutil, educado (Igor, Ribamar), às vezes complexo, inteligente e organizado (Bruno), mas também escrachado de vez em quando (Nahiana, Magno) como esse nosso querido café.

Belas manhãs rodeadas de gente fervilhando por todos os lados são o cenário do nosso encontro quase que diário. Temos falado dos mais diversos assuntos, pois tantas mentes brilhantes juntas não conseguem ter a unidade como característica principal, a não ser no que toca à união em coração. Discordâncias e contestações têm sido um dos exercícios prediletos de respeito, compreensão e aceitação.

Sabe uma energia que vai crescendo, uma cadeia que vai se formando e vai tomando proporções que vão chamando atenção? É disso que estou falando. É mais que um encontro para tomar café e bater papo. É um encontro de sintonia. É, eu sei que sou meio exagerada mesmo, mas é bem assim.

Hoje o dia foi especial. Nosso querido amigo Jurandir estava aniversariando e ele foi quem nos deu o presente de mudar um pouco o cenário do meio caos harmônico para um cenário ambiental harmônico, agradável, sutil, aconchegante de uma sombra e brisa quase impossíveis de nos apartarmos. O sol que hoje resolveu sair mais irradiante, iluminou um maravilhoso café da manhã que foi palco e pretexto, do melhor bom gosto, para mais um encontro. Dessa vez o grupo cresceu, a troca de energia foi ainda mais gostosa, mesmo que breve, mas não menos intensa. Maravilhosamente nos encontrávamos no mais especial dos cafés ... abrimos nossos corações. Em momentos diferentes, mas ainda hoje, nos vimos cheio de indagações e reflexões que nos levaram a trocar experiências muito agradáveis.

Entre passarinhos, macaquinhos e até uma ema, na universidade mesmo, nos deparamos com a verdadeira essência do café terapêutico, que nos trouxe resultado imediato e contínuo.

Somos maiores agora.

Somos mais amigos.

Somos irmãos.


sábado, 7 de junho de 2008

Oscilação



Palavras são constantes na minha vida. Falo demais. Todo mundo fala isso. Sou meio agitada e eufórica. Intensa em tudo que faço, penso, sinto. Tudo que vivo é com fervor, intensidade, emoção e muito amor. Sempre tenho muito sentimento. Às vezes bom, quando é bom, mas à vezes muito ruim, porque ruim. Tenho percebido como o meu humor muda de uma hora pra outra. Num instante estou rindo, brincando, cantando, sorrindo. Em outro estou irritada, ou triste, pensativa ... Hoje é um dia diferente. Lembro que ontem brinquei com muita gente, que ri bastante. Há dois dias dei crises de riso no trânsito que mal conseguia guiar o carro. Hoje me sinto triste, muito triste. Muitas coisas ao mesmo tempo, mas em especial, e acho que para colocar pra fora essas lágrimas que são tão ausentes em minha vida, aluguei um filme muito triste que acabou por, de fato, fazer essas lágrimas aparecerem. É como se lavasse minha alma. É como se de tempos em tempos precisássemos lavar os maus pensamentos, pôr para fora nossas tristezas, medos, indecisões, frustrações. Hoje sinto que estou em processo de limpeza da alma. Preciso fazer uma verdadeira formatação.