Maranguape é uma cidadezinha ao lado da nossa tão urbana Fortaleza, um pouco longe daquele plano de fundo do nosso tradicional café, que mesmo no meio do capitalismo (selvagem) deu lugar à criação, porque não escultura de um grupo de amigos e (metidos) filósofos.
Compromisso honrado, batemos à porta da nossa querida amiga ao final de uma linda e muito agradável tarde. Sentimo-nos logo abraçados pela gigante serra, que mesmo em meio a uma suave e serena neblina, deixou-nos em ar de paz, de tranqüilidade, serenidade, mas sempre de muito bom humor.
Encontramo-nos novamente. Agora somos nove, totalmente diferentes, mas ainda misteriosos, sim, por que não? Ainda não nos conhecemos, mas nos amamos. Entre fotografias e sorrisos, podemos ler felicidade, senão nos lábios, somente no olhar.
Damos lugar a tudo. Uma pequena timidez de primeira visita, mas a tal descontração é mais ... “esticada” ... talvez até ... ah, vamos deixar assim e tentar preservar o romantismo do lugar nas palavras. Pois bem, ainda tentávamos ser tímidos, mas aí logo juntamo-nos todos, cumprimentos, abraços ... Dessa vez muitas fotos. Quase tudo registrado. A vontade é de guardar mesmo, porque sabemos e sentimos que é especial.
Bom, mas em meio a personagens falantes, sorridentes e fotógrafos, eis que nos chama a atenção um pequeno ser, meio fora dos padrões, meio fora de tamanho, totalmente fora de elegância, totalmente incomodado, cambaleante, estridente. Salta-nos aos olhos a Drica, uma cadelinha que queria ser um passarinho. Ouve-se uma história de que ela tentava levantar vôo, quando corria velozmente e não percebia que o chão ia acabar. Imagino eu que a pobre cadelinha estatelou-se no chão e acabou com essa imagem que eu tentei descrever, menos romântica, mas não menos do que a descrição que ouvi por lá. Deixemos para lá! Ela ainda vive, com seqüelas, mas vivinha.
A conversa não foi das mais reflexivas, introspectivas, prevaleceram os sorrisos, que mudaram a risadas e chegaram a gargalhadas.
Sim, teve o café, o bolo, o guaraná ... era aniversário!
“Dra.” Aline estava ... aniversariante, muito boa anfitriã, linda, simpática e surpresa com a multidão de nós que chegávamos a sua vida definitivamente (esperamos).
Um pouco de nós mesmos ficamos em cada um. Jurandir quase apedrejado por umas tais anotações em uns tais livros .... Igor surpreende de piada em francês com direito a reprise e tudo. Eu não parei de falar, quase vôo em uma vassoura. Samara manteve a “finess”, mas se marcou em cada rosto, em cada foto, pensava que era a aniversariante. Meu complexo amigo Bruno deu lugar às gargalhadas que o deixavam vermelhíssimo. Teve também o ... Bruno Aboim, um boa pinta, cachinhos dourados com a maior pose de anjo que captura imagens de felicidade, como o Ribamar, que com seu olhar maravilhosamente doce e atento, nos observava a todos.
Finalmente um cidadão com nome e porte de imperador, resolveu tirar uma de fotógrafo. A análise era por todas as lentes. Carlos Magno nos deu a honra de completar nosso querido e amado grupo.
As lembranças são de amigos, sorrisos, abstrações e uma linda e imperiosa serra ao fundo.

