Sobre o blog

Esse blog foi criado há muito tempo e, durante esse percurso houve muitas modificações quanto à sua finalidade. De todo modo, o maior objetivo hoje é refletir um pouco sobre a vida, a sociedade e o amor. Às vezes em prosa, às vezes em verso. Traduz o que me marca, o que sinto, o que penso ou o que desejo. Sejam bem vindos. Fiquem à vontade.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018


Afagas o meu cabelo e teu carinho toca minha alma
Tuas mãos quentes
Intensificam teu toque
Teu olhar calmo
Teu amor mais quieto
e Desconfiado se esconde num passado De dias recentes

Indefeso, fui atingido pelo teu meio cuidado
Fez trepidar a torre de amor que construía em tempos rápidos
Como quem lembra que se deve fortalecer o alicerce

Reflito eu sobre o que guardando, cuido
Com anseios de chegar ao topo
Refazendo elos
Tecendo fios entre mim e ti
Daqueles que se entrelaçam suavemente
E formam um emaranhado de beleza
Onde não se distingue início nem fim


Recomeçar. Limpar a casa primeiro. A alma por derradeiro.
Que as dúvidas saiam para dar lugar às benesses que o novo gentilmente nos traz. 
Que se abra espaço para enxergar o que há do lado de dentro.
Que enxergando, seja possível entender.
Que a compreensão cultive crescimento.
Que o crescer conduza ao amadurecimento.
Que a sabedoria brote do olhar curioso e criterioso.
Que os anjos se prostrem ao redor e protejam a alma, o agir, o amar.
Que renascendo juntos possamos nos reinventar.
Que nos bastemos!




Nenhum tempo separa o que se ama
Nenhum tempo apaga o que se deseja
Ou faz feliz
Ou traz à memória
As conversas de um passado recente
De sorrisos, amores e diferentes anseios
Anseios que se completavam
Que se confundiam
Que se afagavam

Tardes de amor
De pequena ansiedade 
De se ter todo dia com os amores

Os amores que se alegravam
Que se alegram
Que se sorriem
Que se musicam
Que se podavam
Que se construíam

Amores de um
De dois
De três
De mais
De nós

De admiração, cuidado
De crítica
De gentilezas
De certezas de amor
De diferenças

Distantes e disjuntos
Internos e eternos
Longe da vista e tão perto do coração

Meus amigos, minhas paixões
Que quando me chamam
Sempre quero sim
Mesmo dizendo não!!!

O barulho do tempo me acordou
Do sonho perturbador
E o silêncio das gentes
Foi interrompido pela
Chuva intensa que vem regar nossa vida.

E no meio da noite
Me comunico com
Os iguais
Que amam como eu
Que sofrem como eu
Que são felizes como eu

E me afagam com doces palavras
Que me envaidece
Que me envolvem

E o tempo vai modestamente
Se calando
Para que possamos
Nos ouvir

Quem está em mim?

Não se define. Se sabe.
Corpo. Pele. Alma.
Um ou outro. Tudo ou nada.
Apenas olha e sente.
Assim do nada.
E se move depressa.
Às vezes pára.
E quando desperta,
Só se alastra.
E pede.
Sustenta.
Sofre.
Se acaba.
Renasce. 
Revive.
Realça.
Anuncia.
E lança no mundo semente.
Rega, semeia e colhe o fruto que acalma.