Sobre o blog

Esse blog foi criado há muito tempo e, durante esse percurso houve muitas modificações quanto à sua finalidade. De todo modo, o maior objetivo hoje é refletir um pouco sobre a vida, a sociedade e o amor. Às vezes em prosa, às vezes em verso. Traduz o que me marca, o que sinto, o que penso ou o que desejo. Sejam bem vindos. Fiquem à vontade.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Amar amar ...

Que serei eu senão interrogações que insistem em fazer parte da minha mente. Afirmações que quero eu sejam verdadeiras. Insinuações que me iludem fazerem sentido. Especulações que teimam em ter sentido. Eu sou tudo e nada, sou eu, sou ninguém. Eu sou amor. Eu sou felicidade, sou intrepidez. Sou farra, sou fantasia. Sou Alice no país das maravilhas.
Que quero ser senão amor, amor, amor?
E no meio de tanta felicidade, que quero eu e sentindo um ponta de tristeza ? Inevitável mesmo? Talvez sim. É aqui que chegamos à conclusão de que nada é perfeito.
De que adianta o violino sem som, a poesia sem amor?
Sou todo amor. Por mais intenso, rápido e sem tempo que seja o viver, inevitavelmente penso no amor. Incansavelmente sou romântica até não agüentar. Penso no tal limite. Para quê? Preciso mesmo tê-lo? E qual o intuito? E para que serve esse? Devo mesmo respeitar algo e refrear impulsos? Melhor que seja. Vou gastar tudo de uma vez. Ponderações. Amor de menos? Precaução? Amor? Saudade. Dúvida. Amor.
Quero eu ser eu até não poder mais. Quero mais é amar. Amarei a todos para sempre.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Queimar Etapas

Eu que nunca fui de cumprir protocolo, hoje ouço a conversa pelo meio, algo sobre queimar etapas. Aí me lembro da Filosofia do primeiro ano do ensino médio, em que o professor garantia que vivemos todas as etapas da nossa vida, ainda que fora da sua ordem. Ordem. A palavra faz eco! Mas o que será do amor, senão uma desordem dos pensamentos, descompassar do coração, intensidade, exagero? Ponderação geralmente não entra no vocabulário em tempos de corações que borbulham, em mãos que tremem e estômagos que começas a dar sinais que não se explicam direito, mas que ficam o tempo todo como que mostrando uma mensagem de alerta: PERIGO! SEI QUE ALGO VEM POR AÍ ... algo ... algo ... por que queremos tanto saber o que vem pela frente? Estou de novo com a síndrome da “Urgência de Viver”? Logo hoje que percebo o amor ultrapassando meio século? E o que será daqui a pouco? Melhor não pensar, sei que certamente não será como deveria. Olha aí o geminiano saindo de novo.
Onde será que vou parar? Parada obrigatória: meu coração, o seu coração. Sei que ainda que queime etapas, o farei com todos os argumentos que o justificam. Interessa protocolo nenhum, ponderação nenhuma. Interessa a intensidade com que pretendo estar sempre fiel.