Eu que nunca fui de cumprir protocolo, hoje ouço a conversa pelo meio, algo sobre queimar etapas. Aí me lembro da Filosofia do primeiro ano do ensino médio, em que o professor garantia que vivemos todas as etapas da nossa vida, ainda que fora da sua ordem. Ordem. A palavra faz eco! Mas o que será do amor, senão uma desordem dos pensamentos, descompassar do coração, intensidade, exagero? Ponderação geralmente não entra no vocabulário em tempos de corações que borbulham, em mãos que tremem e estômagos que começas a dar sinais que não se explicam direito, mas que ficam o tempo todo como que mostrando uma mensagem de alerta: PERIGO! SEI QUE ALGO VEM POR AÍ ... algo ... algo ... por que queremos tanto saber o que vem pela frente? Estou de novo com a síndrome da “Urgência de Viver”? Logo hoje que percebo o amor ultrapassando meio século? E o que será daqui a pouco? Melhor não pensar, sei que certamente não será como deveria. Olha aí o geminiano saindo de novo.
Onde será que vou parar? Parada obrigatória: meu coração, o seu coração. Sei que ainda que queime etapas, o farei com todos os argumentos que o justificam. Interessa protocolo nenhum, ponderação nenhuma. Interessa a intensidade com que pretendo estar sempre fiel.
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