Quem diria que um "pé-de-balcão" ia dar tanto o que falar! Quem diria que uma chuva de todo dia, como as que vemos por aqui ultimamente (no Ceará) regaria uma semente que fez florescer uma amizade tão bela entre pessoas tão diferentes como a que nasceu de um tal "Café Terapêutico" da nossa universidade.
Tenho certeza que não há um café mais harmonioso, sintonizado e com sua pitada de bom humor, às vezes discreto (Jurandir, Samara), às vezes sutil, educado (Igor, Ribamar), às vezes complexo, inteligente e organizado (Bruno), mas também escrachado de vez em quando (Nahiana, Magno) como esse nosso querido café.
Belas manhãs rodeadas de gente fervilhando por todos os lados são o cenário do nosso encontro quase que diário. Temos falado dos mais diversos assuntos, pois tantas mentes brilhantes juntas não conseguem ter a unidade como característica principal, a não ser no que toca à união em coração. Discordâncias e contestações têm sido um dos exercícios prediletos de respeito, compreensão e aceitação.
Sabe uma energia que vai crescendo, uma cadeia que vai se formando e vai tomando proporções que vão chamando atenção? É disso que estou falando. É mais que um encontro para tomar café e bater papo. É um encontro de sintonia. É, eu sei que sou meio exagerada mesmo, mas é bem assim.
Hoje o dia foi especial. Nosso querido amigo Jurandir estava aniversariando e ele foi quem nos deu o presente de mudar um pouco o cenário do meio caos harmônico para um cenário ambiental harmônico, agradável, sutil, aconchegante de uma sombra e brisa quase impossíveis de nos apartarmos. O sol que hoje resolveu sair mais irradiante, iluminou um maravilhoso café da manhã que foi palco e pretexto, do melhor bom gosto, para mais um encontro. Dessa vez o grupo cresceu, a troca de energia foi ainda mais gostosa, mesmo que breve, mas não menos intensa. Maravilhosamente nos encontrávamos no mais especial dos cafés ... abrimos nossos corações. Em momentos diferentes, mas ainda hoje, nos vimos cheio de indagações e reflexões que nos levaram a trocar experiências muito agradáveis.
Entre passarinhos, macaquinhos e até uma ema, na universidade mesmo, nos deparamos com a verdadeira essência do café terapêutico, que nos trouxe resultado imediato e contínuo.
Somos maiores agora.
Somos mais amigos.
Somos irmãos.

2 comentários:
Emocionante resumo. Espero mesmo que as reuniões presenciais continuem acontecendo. Essa turma tem tantos tempeiros...a cada encontro percebo tantos sabores inusitados...Sem receita fixa, o café vai ficando, a cada surpresa, sempre mais gostoso. Em certos dias, pode ser só um café, em outros supera o melhor dos banquetes. Dentro do reduzido universo do campus, surge o microcosmos do café terapêutico. Movimentos acontecem, são naturais. Ele cresce, diminui, se aprofunda, beira a superficialidade... E, no entanto, permanece existindo: modelo reduzido da vida. :)
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