Toda vez que te vejo indo embora
Toda vez que te mando ir embora
Tento te trazer de volta com tuas linhas que tanto me intrigam, que tanto te provoco, que tanto tiram da linha, que tanto te incomodo
Ainda tenho o blog
Esqueci o tempo lendo tudo de novo
Fico feliz
Me orgulho
Me sufoco
Me martirizo
Me convenço
Sinto saudade.
Lamento.
Regozijo.
Admiro.
Reti dicas de ti.
Vou tentar esquecer teus amores implacáveis.
Vou seguir o teu horóscopo.
Vou olhar o espelho e pedir ajuda.
Vou reter as lições de vida que a vida te presenteou
Vou torcer para que a inspiração te retorne e não pensar
que ela se foi porque cheguei.
Não serei mais o centro de tua vida. Vou entender que o gato também é muito importante. Não morrerei porque descobri isso.
Esquecerei que não me ligou.
Vou entender o silêncio.
Vou admirar o não.
Vou tentar entender sozinha o que escreveu, se um dia ainda vir, e continuar me orgulhando.
Não serás mais o meu maior objetivo.
Vou te esquecer.
Hoje eu te deixo...
E lamento muitíssimo.
Já me arrependi.
Odeio-me.
Mas sempre te amo.
2 comentários:
Nahiana. Amei esse poema, meio em prosa...Diz tudo desse vendaval de emoções que é a vida. Um adeus. Um amor" implacável"! Sinto isso, também. Sinto isso, pois parece que amo a todos, e só podemos escolher Um. Dizer adeus é difícil, mas a pessoa permanece para sempre em nosso espírito, nos reencontramos nos sonhos, nos amaremos eternamente.
O bom de escrever é poder rever e saber que amadurecemos ... ou não ... sabermos que precisamos melhorar muito!
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